Painho-da-Madeira

PAINHO-DA-MADEIRA

(Hydrobates castro)

 

A população reprodutora europeia está restingida, em sua maioria, aos arquipélagos macaronésicos de Portugal e Espanha, embora uma pequena população reproduz-se nas ilhas portuguesas do arquipélado das Berlengas, perto do território continental. Em Espanha está presente nas ilhas canárias de Tenerife e Lanzarote.

Fora da época de reprodutora, é uma espécie estritamente pelágica cuja distribuição apenas se conhece algumas migrações pelo centro do oceano Atlântico.

 Classificação Comprimento Envergadura 
Orden Procellariiformes; família Hydrobatidae  19-21 cm  43-46 cm
 

Identificaçao

Trata-se de uma ave marinhas de pequeno tamanho, mas relativamente grande dentro do grupo dos painhos. É difícil de distinguir do alma-de-mestre e do painho-de-monteiro; se bem que o primeiro se diferencia pelo cauda levemente mais arqueada e o branco do urupígio se estende para os lados e as asas mais estreitas largas e retas; enquanto que se distingue do segundo pela cauda ligeiramente arqueada. O seu voo é semelhante aos restantes painhos, mas voa mais direto e menos errático.

Canto

É uma ave silenciosa em mar aberto. Nas colónias de reprodução emite uma vocalização estridente e outros sons que fazem lembrar canções de embalar.

Onde vive

NO mundo

É uma espécie de ampla distribuição, aparece em águas tropicais e subtropicais do oceano Pacífico e Atlântico. Em águas atlânticas cria nos arquipélagos da macaronésia, ilhas Ascensão, Santa Helena, Berlengas e Cabo Verde. No Pacífico reproduz-se no Havai, Galápagos e Japão. Não há registos de subespécies.

Em Portugal

Cria em todos os ilhéus do arquipélago da Madeira e em seis ilhas do arquipélago dos Açores (S. Maria, S. Miguel, Graciosa, S. Jorge, Flores e Corvo). Em território continental, nidifica nos ilhéus dos Farilhões, no arquipélago das Berlengas. E recentemente, após a remoção de mamíferos introduzidos (roedores e coelhos) foi registada a recolonização da espécie na ilha da Berlenga.

Migrações

Os seus movimentos fora do período reprodutor são pouco conhecidos, pois a maioria das aves foram observadas perto das colónias. Conforme os dados conhecidos o painho-da-madeira, depois da época reprodutora, faz movimentos em direção a noroeste, na direção às áreas centrais do atlântico. A espécie parece ter hábitos solitários na época de reprodução.

População

A população europeia estima-se em 3.900 - 4.900 casais, a maioria dos quais em ilhas do território português.

COMO VIVE

Habitat

Fora do período reprodutor é uma ave exclusivamente pelágica que vive em mar aberto.

Alimentação

A sua dieta é composta por pequenos crustáceos planctónicos, peixes e cefalópodes, assim como, de restos de peixe.

Reprodução

A chegada dos indivíduos às colónias de reprodução não é efetuada de forma sincronizada, pelo que o período reprodutor não fica muito definido e pode desenvolver-se de maio a fevereiro. A espécie nidifica em colónias com poucos indivíduos, em fendas ou em buracos nas zonas costeiras sem vegetação. A postura é de um único ovo branco, e por vezes podem efetuar uma segunda postura se a primeira não é bem sucedida (painhos de estação quente e painhos de estação fria). Os ovos são incubados por 45 dias pelos adultos em turnos de 4 a 7 dias. O cuidado parental à cria é realizado por ambos os pais e esta poderá efetua o seu primeiro voo aos 65-70 dias após o nascimento.

Ameaças e Conservação

Os painhos-da-madeira são predados nas colónias de reprodução por roedores e gatos assilvestrados. A perturbação humana e a poluição luminosa das cidades (pode provocar desorientações dos inexperientes jovens voadores) e representam uma ameaça para a espécie. A espécie está incluída no Livro Vermelho da Aves de Espanha como "Em perigro" e aparece como "Vulnerável" no Catálogo Nacional de Espécies Ameaçadas de Espanha. Em Portugal está classificada pelo Livro Vermelho dos Vertebrados como "Vulnerável" no Arquipélago das Berlengas e dos Açores e "Low Concern" no Arquipélago da Madeira.

Mais informação em SEO BirdLife